14/08/2017

Elementos do Roteiro






Fábio Rockenbach escreveu sobre o paradigma de três atos, de Syd Field:


O norte-americano Syd Field, em seu famoso “Manual do Roteiro”, escreve sobre o que ele chama de “Paradigma dos Três Atos”.

ATO 1 – APRESENTAÇÃO

O roteiro apresenta personagens e contexto – aquilo que “segura” a história. Para Field, os dez minutos iniciais são essenciais para capturar a atenção e introduzir personagens e mundo diegético ao espectador. O roteirista tem aproximadamente trinta páginas para apresentar a história, os personagens, a premissa dramática, a situação (as circunstâncias em torno da ação) e para estabelecer os relacionamentos entre o personagem principal e as outras pessoas que habitam os cenários de seu mundo.


ATO II – CONFRONTAÇÃO

O personagem principal enfrenta obstáculo após obstáculo, que o impedem de alcançar sua necessidade dramática. Apresentado o protagonista e sua “coisa” (aquilo que ele busca ou que cerca o desenvolvimento da trama) o ato II consiste em desenvolver a busca pelo que move o personagem ao longo do filme. Todo drama é conflito. Sem conflito não há personagem; sem personagem, não há ação; sem ação, não há história; e sem história, não há roteiro. 

ATO III – RESOLUÇÃO

Resolução não significa fim; resolução significa solução. Para Field, fim é a última cena, não o último ato. E nenhuma história pode ser encerrada em 5 ou 10 minutos. O roteiro precisa ser trabalhado para conduzir as personagens e a trama ao seu final, e deve levar o espectador junto. Esse conjunto, que para o autor consome os 25% finais da história, é resolução. O Ato III resolve a história; não é o seu fim. O fim está DENTRO desse ato. Field também se preocupa em entender como, exatamente, acontece a passagem de um ato para outro. Para o autor, ele NORMALMENTE não acontece espontaneamente. Ele identifica o que chama de “pontos de virada” para estabelecer o fim de um ato e o início de outro.

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