01/08/2018

Exercício Criativo - Meus Filmes Favoritos

Frame do filme De Volta para o Futuro

Recebi em certa ocasião a sugestão de um exercício criativo que compartilho aqui. Trata-se de  fazer uma lista dos seus filmes favoritos. Não é uma lista dos filmes que você acredita que tenham um bom roteiro ou uma boa estrutura narrativa, e sim uma lista dos filmes que você já assistiu mais de dez vezes e que ficaram marcados em sua memória. Não importa se os filmes têm grandes qualidades técnicas ou muito poucas. Não exerça nenhuma censura sobre as suas escolhas, apenas faça uma lista dos seus filmes prediletos.

Tendo a lista em mãos, faça uma ficha para cada filme. Assista cada um novamente e anote tudo o que você aprecia na obra. Se é a trilha sonora, os planos e enquadramentos, o tema, o gênero, se o filme lhe desperta sentimentos ou sensações, se traz à tona lembranças ou momentos de sua vida, se te ensina algo importante... O principal é responder de forma sincera a questão: por que gosto desse filme?

Esse é um exercício subjetivo e pessoal que o ajudará a descobrir muito sobre si mesmo e sobre o tipo de filmes que gostaria de escrever. Você entenderá as características fílmicas que mais aprecia, os elementos que lhe são importantes numa história, os gêneros e os temas que possivelmente marcaram sua vida. Para ilustrar deixo abaixo o resultado do meu exercício. Espero que sirva como referência para realizar o seu. 

De Volta para o Futuro

Lançamento: 1985
Direção: Robert Zemeckis
Roteiro: Robert Zemeckis e Bob Gale
Música composta por: Alan Silvestri
Séries de filmes: De Volta Para o Futuro
Gênero: Ficção Científica, Aventura

Do gênero ficção científica que trata do assunto "viagens no tempo" esse é o único que aprecio. Adoro a cena inicial do filme. Cada frame revela informações específicas e importantes para o andamento da história. É uma exposição visual de informações muito bem dirigida, uma abertura perfeita.

Apesar de ser uma viagem no tempo o tema do filme é, na verdade, "o amor supera tudo". Temos o amor de Marty e Jennifer, a grande, porém incomum amizade de Marty com Dr. Brown e o amor de George McFly e Lorraine. A trilha sonora é muito bem construída e a música "The Power of Love", de Huey Lewis, confirma o tema da narrativa. Aliás, ela está na minha lista das melhores trilhas sonoras de todos os filmes que já assisti!

É um filme alegre, que evoca  lembranças boas da minha infância e adolescência, época em que vivíamos de forma diferente. A internet ainda não era acessível e o facebook não existia. Pesquisas eram feitas em bibliotecas. E uma das diversões mais populares do período eram os bailes. Como nasci em 1988 me identifico com várias questões e detalhes desse filme. Ele me permite viajar no tempo e relembrar experiencias agradáveis do passado.

Jurassic Park: Parque dos Dinossauros

Lançamento: 1993
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Michael Crichton e David Koepp
Baseado em Jurassic Park, de Michael Crichton
Séries de filmes: Jurassic Park
Gênero: Aventura, Ficção Científica

Certamente o que mais aguça a imaginação são os dinossauros. Criaturas ancestrais que nunca vimos realmente, das quais toda informação ou pista de sua real existência se baseia na descoberta de seus fósseis. Então Steven Spielberg decide criar uma versão fictícia demonstrando a grandiosidade dessas criaturas extintas!

Criaturas ancestrais, perseguições, luta pela sobrevivência em meio à natureza selvagem , a exploração de um mundo novo, são alguns dos elementos que mais aprecio nas histórias. Sempre que assisto embarco nessa aventura e desligo da vida real. Corro do perigo com as personagens e só descanso depois das duas horas de filme.

Adoro a trilha sonora desse filme, é uma das mais bem construídas entre os filmes que já assisti. Ela desperta aquela sensação de descoberta, de fazer parte de uma experiência especial, de algo inimaginável. Além disso, o barulho do T-Rex é o mais original e horripilante já criado. É um dos filmes que despertou-me também a curiosidade sobre o fazer cinema. Sobre criar mundos novos para contar uma história.

Caminhando nas Nuvens

Lançamento: 1995
Direção: Alfonso Arau
Roteiro: Robert Mark Kamen, Mark Miller e Harvey Weitzman
Música composta por: Maurice Jarre
Prêmios: Prêmio Globo de Ouro: Melhor Trilha Sonora Original
Gênero: Drama - Romance
É um remake baseado no filme italiano de 1942 Four Steps in the Clouds 

A trilha musical desse filme evoca aquele sentimento de família, de grupo, de identidade familiar. Não é a toa que foi premiada. Também é um filme visualmente riquíssimo. Os planos tem impacto visual, mostrando a beleza estonteante do lugar e dando a ambientação necessária para compreender a narrativa.

A história se desenvolve em um ambiente e uma cultura muito ricos e cheios de significado e isso é constantemente mostrado no filme. A cultura local está intimamente ligada a história, o vinhedo, a geada, a colheita, a tradicional serenata ao luar... A narrativa não se separa da tradição local, da cultura e atmosfera próprias do lugar em que a história se passa, o que dá uma riqueza imensa ao longa.

Emocionalmente o filme me lembra das tradições de família, do aconchego familiar, das reuniões que aconteciam na casa dos meus avós. Evoca o sentimento de pertencimento a um grupo, de um modo de vida. Também adoro a inocência do romance retratado, que lembra-nos que já existiu algo chamado romantismo, em um período em que a inocência, a gentileza e o cuidado eram importantes. 

A Sombra e a Escuridão

Lançamento: 1996
Direção: Stephen Hopkins
Roteiro: William Goldman
Música composta por: Jerry Goldsmith
Adaptação de: The Man-Eaters of Tsavo
Autor: John Henry Patterson
Gênero: Aventura, Thriller, Drama
Venceu o oscar na categoria de Melhor edição de som e o Globo de Ouro na categoria Melhor Trilha Sonora.

Alguns dos elementos que mais aprecio estão presentes nesse filme. Cenários que remetem a natureza selvagem, a luta contra criaturas mais fortes que o homem, locais com uma cultura própria, períodos históricos passados...  Adoro também a trilha sonora étnica, que ambienta e caracteriza muito bem Tsavo, onde a aventura se desenrola. Nesse filme a trilha sonora também tem um papel fundamental na criação de tensão à narrativa.

A Sombra e a Escuridão tem algo em comum com o filme Caminhando nas Nuvens.  Ambos se passam em locais com riqueza histórica e cultural que é apresentada no filme. Essa caracterização cultural, essa ambientação do território onde a história se passa é muito bem construída. A Sombra e a Escuridão também tem alguns planos visualmente muito ricos da beleza e desafios locais.

Adoro a aventura contra os leões míticos, ou seja, o componente sobrenatural da história, inserido através das duas feras que trazem o terror e a morte. Além disso, existe a questão do filme ser baseado em fatos reais, o que me faz assisti-lo de forma diferente, sabendo que algum aspecto da narrativa realmente aconteceu. Para mim isso é uma aproximação do filme histórico, embora de forma diferente. 


Guerra ao Terror (The Hurt Locker)

Lançamento: 2008
Direção: Kathryn Bigelow
Roteiro: Mark Boal
Gênero: Drama, Thriller
Prêmios: Oscar de Melhor Filme, Oscar de Melhor Diretor, Oscar de Melhor Roteiro Original, Oscar de Melhor Montagem, Prêmio BAFTA de Cinema: Melhor Filme, entre outras várias premiações.

Esse longa-metragem é meu filme de guerra predileto. Ele trata de um ponto de vista específico dentro do universo da guerra: o desarmamento de bombas. Dentro desse pequeno pedaço da guerra discursa sobre um tema poderoso: "a guerra é uma droga, ela vicia". Na citação que inicia a narrativa temos a revelação do tema central.

O filme parece ou lembra um documentário. Por mais absurdas que sejam as situações que o esquadrão enfrenta, não há dúvida quanto a verossimilhança, resultado de um trabalho de profunda imersão do roteirista no tema e no ambiente,  possivelmente oriundo da experiência jornalística do ex-correspondente de guerra Mark Boal, que escreveu o roteiro, e também das atuações exemplares.

Como já disse, para mim o grande destaque é o tema do filme. Nós acompanhamos a degeneração emocional que aquele ambiente causa no esquadrão. A completa destruição da identidade do protagonista, que a certa altura da vida aprecia apenas uma coisa: desarmar bombas. É a adrenalina da guerra, que vicia ao ponto do protagonista sentir-se vivo apenas em meio ao perigo de sua profissão, enquanto vive deslocado quando presente no "mundo real". 

Classifico a obra com uma trama minimalista, mas nem por isso uma trama menor, pois não é possível tirar os olhos da tela nem um segundo. A tensão é constante. O próprio incidente incitante do filme, já no início da história, lança sobre nós o peso de estar naquele lugar realizando aquela atividade. Também adoro a trilha sonora do filme. Não há uma música tema, mas os sons do ambiente e o seu significado para a narrativa estão perfeitamente entrelaçados e contribuem para a tensão dramática.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Lançamento: 2001
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Guillaume Laurant e Jean-Pierre Jeunet
Música composta por: Yann Tiersen
Cinematografia: Bruno Delbonnel
Gênero: Romance, Comédia Romântica
Prêmios: César de Melhor Filme, César de Melhor Diretor, Prêmio BAFTA de Cinema: Melhor Roteiro, entre outras premiações.

Adoro a sua trilha musical.  Evoca um sentimento de calma e nostalgia. Sentimento de infância, onde objetos simples provocavam grandes emoções.  Lembra-me da inocência, das arteirices de criança, enfim, creio que essa trilha musical tem o poder de ressuscitar nossa criança interior e ela também está na lista das minhas favoritas.

É uma história de pessoas reais, com problemas reais. Posso me identificar com pelo menos uma das personagens. Ao usar o recurso de apresentar-nos o que cada personagem gosta de fazer lembra-nos das peculiaridades humanas, muitas vezes escondidas debaixo de mil tarefas diárias.  Somos estimulados a redescobrir as nossas peculiaridades, o que nos faz únicos, resgatar nossa identidade.

Se os filmes de ação e aventura nos levam a fugir da realidade e viver algo extraordinário, sentir a adrenalina, esse filme nos traz de volta à realidade, mas não de forma inconsciente, automática, aquela realidade chata. Ele nos chama a um novo olhar sobre o cotidiano, enxergar a beleza do dia a dia, que tão facilmente deixamos passar. Mostra-nos detalhes e nuances que dão sentido à vida, nos chama a olhar para dentro e ao nosso redor.


A Múmia

Lançamento: 1999
Direção: Stephen Sommers
Roteiro: Stephen Sommers, John L. Balderston (não creditado), Lloyd Fonvielle, Kevin Jarre, Nina Wilcox Putnam (não creditado) e Richard Schayer(não creditado)
Séries de filmes: The Mummy Film Series
Música composta por: Jerry Goldsmith
Gênero: Fantasia, Ação, Aventura

Adoro filmes com elementos históricos marcantes. A Múmia é um filme épico (que retrata um tempo passado) sobre um período, ou melhor, um personagem histórico mais antigo ainda. A narrativa está inserida na cultura de uma nação historicamente muito rica, a fotografia e a paleta de cores do filme remetem diretamente a mística terra do antigo Egito.

O romance é um ponto importante dentro da narrativa, principalmente em relação ao segundo filme da franquia. Gosto do leve toque humorístico do protagonista. Adoro o elemento sobrenatural que ressuscita personagens ancestrais que iniciam uma grande batalha. Aprecio também o segundo filme da franquia, O Retorno da Múmia, lançado em 2001, que tem um enredo mais complexo que o primeiro, onde a família (que se originou no primeiro filme) é ligada profundamente ao antigo Egito.

Missão Impossível I

Lançamento: 1996
Direção: Brian De Palma
Argumento: Steve Zaillian
Roteiro: David Koepp e Robert Towne
Séries de filmes: Missão Impossível
Música composta por: Danny Elfman
Gênero: Ação, Thriller

O single tema é, para mim, o melhor que já ouvi. Reconheço-o no primeiro acorde. Ele desperta a adrenalina e prepara o espírito para a aventura. Adrenalina é um componente muito presente nesse filme, onde as sequências de ação malucas do protagonista vão sempre em direção ao lema "cumprir a missão, custe o que custar". 

A trama intrincada, o quebra-cabeças que é a narrativa, com várias camadas de ações voltadas para resolver os desafios hilários, como roubar uma lista dentro de um cofre que está dentro da CIA! Adoro os brinquedinhos explosivos que são apresentados nos filmes da franquia, lembram a ficção científica.

Um elemento que aprecio muito dentro da história é a questão da equipe de Hunt ser como uma família. No segundo e terceiro filmes da franquia isso é quebrado, mas a partir do quarto retoma-se esse ambiente familiar, onde a equipe é mais próxima do protagonista, não são apenas colegas de trabalho, são amigos. 


A Identidade Bourne 

Lançamento: 2002
Direção: Doug Liman
Roteiro: Tony Gilroy e William Blake Herron
Séries de filmes: Bourne
Música composta por: John Powell
Gênero: Ação, Thriller
Foi adaptado do livro de mesmo nome escrito por Robert Ludlum, que também ajudou a produzir o filme ao lado de Frank Marshall.

Um dos pontos característicos desse filme é a trilha musical própria, a exemplo de outras franquias que produziram um single específico para as suas histórias. É um filme de ação profundamente enraizado no personagem. É o ponto de vista de um ser humano que se descobre um assassino da CIA e não deseja mais trilhar esse caminho. É desenvolvimento de personagem aliado a ação e suspense.

Tem uma edição bem desenvolvida, onde as cenas de luta ainda não são tão entrecortadas como em outros filmes, que acabaram por destruir sequências inteiras devido ao excesso de cortes. A Identidade Bourne deixa muitos ganchos para os próximos filmes. A história, o plot desse primeiro filme é concluído, mas ficam muitas questões que permitem a produção de filmes posteriores. Quem é Bourne afinal? O que fazia da vida antes? Como chegou até ali? 

Enquanto cada filme da franquia Missão Impossível pode ser comparado a uma série procedimental (no sentido de que cada filme apresenta um caso a ser resolvido e é auto conclusivo e independente) a franquia Bourne se assemelha às séries serializadas (para entender a completude da história ou do protagonista é preciso ver todos os filmes da franquia).

Frame do filme Guerra ao Terror


Gêneros


Há uma certa polêmica envolvendo o assunto. É certo que não se recomenda a um roteirista que "encaixe" sua história dentro de um gênero específico, mas acredito ser importante conhecê-los e entender as suas diferenças. Por essa razão, trago uma pequena explicação dos gêneros predominantes no meu exercício criativo, tendo sido eles Aventura e Thriller em primeiro lugar, seguidos de Drama e Ação, depois Romance e Ficção Científica e, por último, Fantasia e Comédia Romântica.

Para a maioria das definições de gênero foram retirados trechos do livro de Luís Nogueira, que faz um estudo aprofundado em sua obra Manuais de Cinema II - Gêneros Cinematográficos.


O crítico de cinema Tim Dirks classifica os filmes de aventura como "aqueles com histórias excitantes que trazem novas experiências ou lugares exóticos, guardando nisso bastante semelhança com os filmes de ação dos quais difere porque nestes há ênfase em cenas de violência e lutas, ao passo que naqueles o enredo permite que o espectador experimente viagens, conquistas, explorações e outras situações que desafiam os personagens principais, que podem ser ou não figuras históricas reais. Segundo ele estas características fazem com que muitos filmes de outros gêneros (tais como ficção científica, fantasia e guerra) compartilhem elementos com "aventura" que, num contexto mais amplo, podem conter filmes de lutas, de corridas ou adaptações literárias."




No filme Guerra ao Terror temos o subgênero drama bélico: "remete necessariamente para circunstâncias de elevada violência como são necessariamente os cenários de guerra ou as suas consequências; perante o inimigo e perante a morte, o indivíduo questiona ou descobre a sua plena e autêntica humanidade (ou a sua ausência);"

No filme Caminhando nas Nuvens identifica-se o subgênero drama romântico: "tende a focalizar a sua atenção nas relações afetivas de maior intimidade ou cumplicidade, dando frequentemente
a ver o seu reverso, as suas dificuldades e incomunicabilidades, a sua transitoriedade ou incompatibilidade. Por eleger como tema fulcral o mais compulsivo dos afetos, tende a suscitar
o maior envolvimento do espectador;" Também há elementos do "drama familiar" nesse filme. 

A Sombra e a Escuridão tem muitas características do drama psicológico:  "coloca, frequentemente, o indivíduo em confronto consigo mesmo, com os seus medos ou incertezas, com a sua insegurança ou as suas convicções, espelhadas frequentemente por aqueles que o rodeiam, como se de uma jornada de reconhecimento íntimo se tratasse;"



Resultado da Análise

Após fazer a sua lista de filmes favoritos, conhecer e entender um pouco mais acerca de seus gêneros e as características que mais lhe agradam, é hora de sintetizar tudo o que você descobriu. Segue a conclusão do meu exercício com os elementos que mais se repetiram ao longo dos filmes:

Trilha Sonora: um dos elementos que mais vezes citei, quase em todos os filmes. A trilha sonora diz respeito a todos os sons que ouvimos durante o filme. Tenho grande admiração pela criação sonora dos dinossauros em Jurassic Park e a ambientação e tensão dramática criadas com a trilha sonora no filme Guerra ao Terror.

Trilha Musical: está intimamente ligada ao item anterior, mas se refere especificamente a música tema e singles, como exemplo as franquias Missão Impossível e Bourne. Uma música tema pode provocar sentimentos (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), evocar lembranças (Caminhando nas Nuvens), mudar o estado de espírito e reafirmar o tema de um filme (De Volta para o Futuro). 

Cenários: cenários históricos ou locais com uma riqueza cultural que seja entrelaçada com a narrativa (Caminhando nas Nuvens). Aprecio cenários exóticos como a natureza selvagem, por exemplo, ou a exploração de mundos novos ou pouco conhecidos, que permitem participar de novas experiências.

Personagens: aprecio personagens históricos reais ou não. Adoro o elemento sobrenatural que pode existir dentro da história, como criaturas reais com poderes "míticos" (leões de Tsavo), personagens históricos com poderes especiais (as múmias ressuscitadas) e criaturas ancestrais (os dinossauros).

Narrativa: histórias ambientadas em período histórico passado ou pouco conhecido. Temas que são comumente pouco explorados (Guerra ao Terror), que nos permitem refletir sobre a vida, sobre nossa condição humana (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), que permitem ao expectador se identificar em algum aspecto, seja local, cultural, histórico ou comportamental (De Volta para o Futuro).

Impacto visual: é possível acrescentar poesia e beleza com os planos e enquadramentos, valorizar a beleza local, mostrar nuances culturais e ambientar a história.  Expor visualmente informações importantes para a narrativa, sem deixar a beleza e a suavidade de lado, como a maravilhosa abertura do filme De Volta para o Futuro.

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